A magia do cinema promove o que a audiência quer ver: um tubarão faminto atacando pessoas no clássico Tubarão, dinossauros perseguindo protagonistas e matando por esporte como no novo Jurassic World, cobras sanguinárias à solta em Anaconda, Serpentes a Bordo e em longas trash como Python: A Cobra Assassina, piranhas assassinas e voadoras em outros tantos filmes do gênero. A imaginação rola solta. Só que o público sabe a verdade: tudo isso é ficção, fruto de maquiagem, prótese e efeitos visuais e nenhum ator (ou animal) foi ferido durante as filmagens.
Mas já pensou se algum desses cenários fosse real? Essa é a premissa de Roar, um filme de 1981 - lançado muito antes da música de Katy Perry - que estava "perdido" até o momento. Um longa-metragem sobre uma família que viveu dez anos ao lado de felinos e outros animais, considerada a produção mais perigosa já feita. Os nomes famosos no elenco? Melanie Griffith e Tippi Hedren.
Descoberto recentemente por James Shapiro, chefe de operações da Drafthouse Films, responsável por relançar filmes que estão, segundo ele, "perdidos no tempo e maduros para a redescoberta", Roar foi finalmente lançado nos Estados Unidos. A primeira reação de Shapiro foi: "Eu não acredito que este filme exista". Um crítico foi além e afirmou que "É como assistir a um live-action de O Rei Leão com Mufasa segurando uma navalha contra a sua garganta".
* Adorp Cinema

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