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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, celebrou o acordo nuclear fechado entre o Irã e seis potências mundiais, incluindo os EUA, nesta terça-feira (14), mas reforçou que ele não é baseado apenas em confiança entre os países, mas em verificações de que está sendo cumprido.

"Esse acordo não é baseado em confiança, é baseado em verificação", disse Obama, ressaltando que inspetores internacionais poderão acessar qualquer localidade suspeita no Irã.
"Todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados", disse em um discurso à nação a partir da Casa Branca, acompanhado pelo vice-presidente Joe Biden. "Este acordo mostra que a diplomacia americana pode trazer mudanças significativas", acrescentou.
O discurso do presidente americano foi exibido pela TV estatal iraniana, segundo a France Presse. Esta é a segunda vez em 36 anos que a televisão pública transmite ao vivo o discurso de um presidente dos Estados Unidos, que rompeu relações diplomáticas com Teerã em 1979, ano da revolução islâmica.
Longas negociações
Os chefes da diplomacia do Irã, do grupo 5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha) e da União Europeia negociavam há 17 dias no palácio de Coburg da capital austríaca.
O anúncio representa uma grande vitória para Obama. Depois da reconciliação com Cuba, o presidente americano conquista um novo triunfo diplomático no final de seu segundo e último mandato.
Os países envolvidos concordaram com o texto final do acordo, que vai prevenir de maneira eficiente que o Irã obtenha uma arma nuclear e garantirá que o programa nuclear do país seja usado apenas para fins pacíficos.
Obama ressaltou o importante papel dos EUA como líderes nas negociações. “Temos o acordo hoje porque a América negociou. Nós paramos a disseminação das armas nucleares na região do Oriente Médio”.
Segundo o presidente americano, o acordo permitirá que a comunidade internacional possa verificar que o Irã não está desenvolvendo uma arma nuclear.
Obama detalhou outros aspectos do acordo, que prevê o fim das sanções internacionais contra o Irã assim que o país colocar suas obrigações em vigor. Entretanto, caso Teerã viole o plano, todas as sanções serão retomadas.
O presidente americano disse que o texto tem o apoio total da comunidade internacional.

Apesar de celebrar o acordo, Obama ressaltou que ele não resolve todas as diferenças entre EUA e Irã, e afirmou que Washington vai manter as sanções contra Teerã relacionadas a violação de direitos humanos.
*G1.com

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